HSMAI aponta as 7 tendências do turismo para 2026
Entidade indica os pontos principais que devem moldar o turismo e a hotelaria em 2026, com foco em tecnologia, dados e experiência humana

Evento HSMAI – 12ª Strategy Conference 2025 no hotel eSuites Transamerica Congonhas
A HSMAI Brasil, associação global dedicada ao desenvolvimento de executivos e profissionais de hotelaria e turismo focada em Vendas, RM, Distribuição e Marketing, aponta que 2026 não será um ano de tendências isoladas, mas de transformações estruturais na forma como viajantes escolhem, vivem e lembram suas jornadas, e ainda como empresas de hospitalidade operam, se organizam e competem.
O próximo ciclo consolida uma nova arquitetura de valor do setor, sustentada por três pilares indissociáveis: inteligência tecnológica, antecipação orientada por dados e profundidade da experiência humana.
‘2026 tem vetores positivos, mas não é um ano simples, especialmente para o Brasil. Teremos Copa do Mundo, eleições e um calendário carregado de feriados, o que tende a favorecer o lazer, mas pressiona o corporativo, os eventos e a previsibilidade de receita. O equilíbrio entre esses dois mundos será o grande desafio. A demanda vai existir, porém fragmentada, volátil e muito sensível a preço, contexto e timing. Quem tiver leitura de dados, agilidade comercial e estratégia clara conseguirá navegar bem. Quem depender apenas de fluxo natural ou de modelos antigos vai sentir’ – Gabriela Otto, presidente da HSMAI Brasil e Latam.
As tendências são:
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Como as pessoas escolherão viajar em 2026? A escolha do viajante deixa de ser reativa e passa a ser antecipada por dados, comportamento e inteligência artificial. Estudos globais mostram que a jornada começa antes da busca ativa, quando algoritmos já compreendem quem é o viajante, em que momento de vida ele está e o que ele busca sentir.
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Experiência deixa de ser diferencial e vira pré-requisito – O viajante não compra mais hospedagem ou transporte, mas pertencimento, transformação e memória emocional. A viagem passa a ser vivida como um ritual, conectada ao momento pessoal, familiar ou profissional.
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Destinos deixam de vender lugares e passam a oferecer significado – Em 2026, destinos não vendem mais lugares, mas sim histórias, identidade e roteiros emocionais. O destino passa a ser a história que o viajante escreve. Exemplos de narrativas: Islândia – paisagem como terapia, renascimento e mudança de perspectiva; Japão – plenitude, quietude e estética; Nordeste brasileiro – natureza, ancestralidade e vibração sensorial;
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Comunidades substituem o turismo de massa – O crescimento deixa de vir da escala e passa a vir da afinidade. Viagens organizadas por comunidades como wellness, esporte, gastronomia, espiritualidade, mulheres solo, turismo regenerativo, entre outras, ganham ainda mais protagonismo.
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IA como co-gestora do negócio – A Inteligência Artificial assume papel estratégico nas decisões comerciais. Princípio-chave: automatizar o previsível e humanizar o essencial. Lembrando que IA não substitui pessoas, mas sim o improviso, achismo e decisões tardias.
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Economia regenerativa e responsabilidade saiu do discurso – Agora é critério de escolha. As marcas e destinos precisam comprovar impacto positivo e quem não entrega valor real, perde relevância;
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Influência não é mais alcance, mas credibilidade – cresce o poder dos micro e nano influenciadores, com autoridade real e conexão genuína com comunidades específicas.
Balanço de 2025
Em 2025, a HSMAI viveu um ano de crescimento, fortalecimento institucional e expansão estratégica, com recorde de parcerias, refletindo a confiança do setor na entidade e o alinhamento com os desafios e oportunidades da hotelaria e do turismo.
O ano também simbolizou a consolidação dos chapters da América Latina, composta por Chile, Peru, Colômbia e México, além da Região Sul do Brasil, que completaram três anos de atuação, trazendo maturidade, consistência estratégica e maior integração entre os pilares de Vendas, Marketing, Distribuição e Revenue Management.
Outro destaque foi a realização da primeira edição da ROC em Porto Alegre, ampliando a presença regional da HSMAI e reforçando seu papel como plataforma de conhecimento, troca e desenvolvimento para profissionais em diferentes mercados do país.
A HSMAI avança com a abertura de novos chapters e com o aprofundamento dos conteúdos técnicos já reconhecidos pela associação, especialmente em Revenue Management, Distribuição, Estratégia Comercial e uso inteligente de dados. O foco deixa de ser volume de informação e passa a ser qualidade, aplicabilidade e impacto real na tomada de decisão, acompanhando a crescente complexidade do mercado.







